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Após intimidação, funcionários da Prodesan suspendem greve

10 ABR 2017
10 de Abril de 2017

Intimidados por dezenas de guardas municipais, funcionários da Progresso e Desenvolvimento de Santos (Prodesan) decidiram suspender a paralisação que seria iniciada nesta segunda-feira (10), na Praça dos Expedicionários, no Gonzaga. O movimento seria iniciado devido ao aviso prévio entregue a 88 profissionais que realizam a limpeza em seis escolas municipais. 

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Santos (Sintracomos), Marcos Braz de Oliveira, o Macaé, a paralisação e o ato em frente a sede da Prodesan tinham como objetivo tentar reverter esses desligamentos. No entanto, com receio de que os trabalhadores pudessem ser prejudicados pelo movimento, o sindicato decidiu cancelar o protesto contra a terceirização do pessoal. 

“Recebemos muitas ligações de trabalhadores que se sentiram ameaçados pela empresa. Havia a informação de que quem aderisse ao movimento perderia o dia. Fizeram terrorismo com os trabalhadores. A presença de tantos guardas municipais em frente a empresa confirmam essa pressão e truculência por parte da Prodesan”, comenta. 

Segundo o sindicalista, na tentativa de enfraquecer o ato, cerca de 60 guardas municipais foram enviados à porta da Prodesan, na manhã desta segunda-feira (10). 

“Deslocaram todos os guardas da Cidade pra lá. Tinham mais guardas no ato do que até mesmo funcionários. Os trabalhadores estão sofrendo uma pressão psicológica muito grande e não queremos prejudicar a categoria, porque o cenário econômico já é muito ruim, sem expectativa de avanço. Queremos, pelo menos, salvar o pouco emprego que se tem”, comenta o sindicalista. 

A Prefeitura de Santos mantém o posicionamento de que todos os funcionários desligados serão contratados pela empreiteira Base, no entanto o Sintracomos afirma que não há garantias dessa migração.  

“Quem tem que dar esse posicionamento é a empresa que vai assumir e não o presidente da Prodesan. Por isso estamos preocupados. Quem garante que esse pessoal será reaproveitado pela empreiteira?”. 

Macaé também está preocupado com a possibilidade da Secretaria de Saúde adotar a mesma providência que a de Educação, de terceirizar os serviços de limpeza e lembra ainda que a Prefeitura pretende privatizar a usina de asfalto da Prodesan, o que resultaria na demissão de outros 110 empregados. 

Fonte: A Tribuna Digital

Texto: Corolina Iglesias

Foto: Vespasiano Rocha

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